OBRIGADO, SALIMEN
Fiquei sabendo da morte do José Salimen Jr. na Zero Hora de domingo e nesse momento, relembrei algumas passagens em que nossas vidas se cruzaram.
Nós nos conhecemos quando ele trabalhava na Rádio Farroupilha e eu na Standard Propaganda, e essa atividade complementar nos aproximou. Daí ele foi para a Gaúcha, depois criou a TV Difusora junto com o Walmor Bergesh. Entre tantos pioneirismos, lançou programas inéditos e a primeira TV a cores no Brasil.
Neste entretempo, fui transferido para São Paulo, em uma empresa da qual eu sai tempos depois. Foi por convite dele que voltei. Ele dizia que eu era mais necessário
aqui que em São Paulo.
Anos depois, quando fui alvo de infortúnio, por um então sócio, a primeira pessoa que me hipotecou solidariedade foi o Salimen e não ficou somente nisso: ele colocou à minha disposição uma sala mobiliada, secretaria, boy, telefone e todos os serviços de que necessitasse e “sem nenhum custo”. Por razões várias, retomei minha caminhada e recomecei minhas atividades.
Quando minha empresa começou a andar novamente, o Salimen foi um dos primeiros a me dar apoio e incentivar. Como colegas na diretoria da FEDERASUL, ele sempre tinha palavras de incentivo e de amizade, além de comentários e elogios sobre alguns aspectos de meus textos que tinham sido publicados na imprensa, especialmente no Jornal do Comércio e sempre concluindo me estimulando a continuar escrevendo.
Por tudo, sou muito grato ao Salimen e sempre disse isso a ele. E, mais que tudo: ele jamais me pediu nada em troca. Por isso eu digo mais uma vez: obrigado Salimen, tu foste um exemplo de ser humano.